Celulite não é questão de peso: por que magra também tem?
Celulite em mulheres magras é muito mais comum do que muita gente imagina. Isso acontece porque os famosos furinhos não dependem apenas da quantidade de gordura corporal. Na verdade, a estrutura da pele, os septos fibrosos, os hormônios, a genética e a qualidade dos tecidos também influenciam sua aparência.
Por isso, emagrecer nem sempre elimina a celulite. Uma mulher pode ter pouca gordura corporal e, ainda assim, apresentar depressões visíveis nos glúteos e nas coxas.
Assim, entender como a celulite se forma é o primeiro passo para escolher um tratamento que realmente faça sentido.
Por que existe celulite em mulheres magras?
A celulite surge pela interação de diferentes estruturas abaixo da pele.
Entre elas estão o tecido adiposo e os septos fibrosos, que ajudam a organizar e conectar os tecidos. Em determinados pontos, esses septos podem exercer uma tração sobre a pele.
Ao mesmo tempo, o tecido ao redor pode criar diferenças no relevo.
Como consequência, algumas áreas ficam mais retraídas e outras mais elevadas. Dessa forma, aparece o aspecto irregular que chamamos de celulite.
Celulite não é questão de peso?
O peso pode influenciar a aparência da celulite, mas não explica sozinho sua presença.
Por exemplo, o aumento do tecido adiposo pode deixar determinadas irregularidades mais evidentes em algumas pessoas. Entretanto, mulheres com baixo percentual de gordura também podem apresentar celulite.
Isso acontece porque a arquitetura dos tecidos continua presente independentemente do número mostrado na balança.
Portanto, associar celulite exclusivamente ao excesso de peso é um erro.
Por que a celulite aparece tanto nas mulheres?
A organização do tecido conjuntivo e da gordura subcutânea apresenta características diferentes entre homens e mulheres.
Além disso, fatores hormonais também participam da distribuição da gordura e das características dos tecidos.
Por isso, a celulite aparece com grande frequência em mulheres, inclusive naquelas que praticam exercícios e mantêm uma composição corporal saudável.
Ter celulite, portanto, não significa falta de cuidado com o corpo.
Genética influencia a celulite?
Sim. A genética pode influenciar características como distribuição de gordura, estrutura do tecido conjuntivo e qualidade da pele.
Por isso, algumas mulheres desenvolvem poucas irregularidades, enquanto outras apresentam depressões mais marcadas mesmo com hábitos semelhantes.
Além disso, idade, alterações hormonais e características individuais da pele podem modificar a aparência ao longo dos anos.
Mulher magra e que treina pode ter celulite?
Sim. Inclusive, mulheres com musculatura bem desenvolvida podem apresentar furinhos nos glúteos e nas coxas.
O treinamento de força melhora a composição corporal e desenvolve os músculos. Como consequência, pode favorecer bastante o contorno.
Entretanto, o exercício não consegue liberar diretamente um septo fibroso que provoca uma depressão específica.
Assim, academia pode melhorar o aspecto geral da região sem necessariamente eliminar todos os furinhos.
Emagrecer elimina a celulite em mulheres magras?
Não necessariamente. Inclusive, insistir na perda de peso quando ela não é necessária pode não resolver a queixa estética.
Afinal, se uma depressão surge principalmente pela tração de um septo fibroso, perder alguns quilos não modifica diretamente essa estrutura.
Além disso, uma perda importante de peso pode deixar a flacidez mais evidente em determinadas pessoas.
Por isso, antes de tentar emagrecer para tratar celulite, vale entender o que realmente causa as irregularidades.
Flacidez pode deixar a celulite mais aparente?
Sim. A qualidade e a firmeza da pele influenciam bastante a aparência da região.
Quando a pele perde sustentação, as irregularidades abaixo dela podem ganhar mais destaque.
Por isso, algumas pessoas percebem aumento da aparência da celulite após emagrecimento ou com o passar dos anos.
Nesse caso, tratar somente gordura localizada pode não entregar o resultado esperado.
Gordura localizada e celulite são a mesma coisa?
Não. Embora possam aparecer juntas, gordura localizada e celulite representam questões diferentes.
A gordura localizada envolve um acúmulo de tecido adiposo em determinada região. Já a celulite envolve alterações no relevo da pele e na relação entre diferentes estruturas abaixo dela.
Portanto, uma pessoa pode ter gordura localizada sem celulite. Da mesma forma, uma mulher magra pode apresentar celulite sem possuir grande acúmulo de gordura.
Creme resolve a celulite em mulheres magras?
Cremes podem melhorar hidratação e algumas características da superfície da pele.
Entretanto, eles não conseguem modificar sozinhos todas as estruturas responsáveis pelos furinhos.
Por exemplo, um cosmético aplicado sobre a pele não consegue liberar um septo fibroso que provoca uma depressão mais profunda.
Assim, o cuidado tópico pode fazer parte da rotina, mas precisa ter expectativas realistas.
Qual é o melhor tratamento para celulite?
Não existe um único tratamento ideal para todos os tipos de celulite.
Isso acontece porque diferentes mecanismos podem produzir uma aparência semelhante.
Quando septos fibrosos provocam depressões bem delimitadas, técnicas como a subcisão podem entrar no planejamento.
Por outro lado, quando a flacidez possui maior participação, o médico pode avaliar estratégias voltadas à qualidade da pele e ao estímulo de colágeno.
Além disso, alterações de contorno e gordura localizada podem exigir outras abordagens.
Quando a subcisão pode ajudar?
A subcisão atua abaixo da pele e busca liberar determinados septos associados às depressões da celulite.
Por isso, a técnica pode fazer sentido para furinhos mais profundos e bem delimitados.
Entretanto, nem toda irregularidade precisa desse procedimento. A avaliação individual identifica quais depressões possuem características compatíveis com a técnica.
Quando o bioestimulador pode fazer sentido?
Quando a flacidez e a qualidade da pele contribuem para a irregularidade, o médico pode considerar bioestimuladores de colágeno.
Assim, o tratamento busca melhorar gradualmente firmeza e qualidade cutânea.
Porém, o bioestimulador não substitui automaticamente a subcisão quando um septo específico provoca o furinho.
Por que combinar tratamentos para celulite?
Em alguns casos, mais de um componente participa da aparência da celulite.
Por exemplo, uma pessoa pode apresentar depressões provocadas por septos e, ao mesmo tempo, flacidez na região.
Nesse cenário, o médico pode avaliar uma combinação de estratégias para atuar em diferentes estruturas.
Portanto, combinar tratamentos não significa simplesmente fazer mais procedimentos. Cada técnica precisa ter um objetivo específico.
Celulite em mulheres magras tem tratamento?
Existem tratamentos capazes de melhorar diferentes componentes da celulite. Entretanto, o objetivo não deve ser prometer uma pele completamente lisa ou sem qualquer irregularidade.
Afinal, a celulite faz parte das características corporais de grande parte das mulheres.
Por isso, um planejamento adequado busca identificar as alterações que mais incomodam e escolher estratégias compatíveis com elas.
Conclusão
A celulite em mulheres magras mostra claramente que os furinhos da pele não representam apenas uma questão de peso.
Na verdade, septos fibrosos, tecido adiposo, genética, hormônios, firmeza e qualidade da pele podem participar da aparência da celulite.
Por isso, emagrecer mais nem sempre representa a solução. O primeiro passo é descobrir quais estruturas provocam as irregularidades.
Na consulta com a Dra. Julia Ocampo, é possível avaliar as características da celulite e, assim, entender se o planejamento deve envolver subcisão, estímulo de colágeno, tecnologias ou uma combinação de tratamentos.